sábado, 10 de novembro de 2012

Parque dos Falcões: conheça um importante centro que conserva aves de rapina


Gavião Carcará e Pavão Indiano no Parque dos Falcões, na serra de Itabaiana, em Sergipe
Gavião Carcará e Pavão Indiano no Parque dos Falcões, em Sergipe
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Você sabia que a menos de 1 hora de Aracaju existe um parque onde pode-se conhecer e interagir com diferentes espécies de aves, entre elas falcões, gaviões, corujas e é possível, também, ver uma Harpia, uma das maiores aves de rapina do mundo e também uma das menores corujas?! Pois é, ainda há quem não conheça o Parque dos Falcões, um centro conservacionista de destaque. Ele está localizado entre as cidades de Areia Branca e Itabaiana, no agreste de Sergipe. O local tem localização privilegiada, pois está no sopé da Serra de Itabaiana.


Parque dos Falcões tendo ao fundo a Serra de Itabaiana, em Sergipe
Parque dos Falcões tendo ao fundo a Serra de Itabaiana

No parque, a criação de aves em cativeiro é autorizada pelo IBAMA. Boa parte dos animais mantidos lá são levados pelo próprio Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, afinal o centro conservacionista é referência mundial na reabilitação, manejo e reprodução de aves de rapina. Tanto é que pesquisadores do Brasil e do exterior costumam passar temporadas observando o modo de interação dos tratadores com os animais.


Essas Corujas Buraqueiras moram na entrada do Parque dos Falcões e desempenham papel de "cães de guarda"
Essas Corujas Buraqueiras moram na entrada do Parque dos Falcões e desempenham papel de "cães de guarda" 

Parte das aves que lá chegam são tratadas e, quando recuperadas, são soltas na natureza. Contudo, outra parte acaba não sendo libertada, pois não se readaptaria e seria uma presa fácil por ter perdido seus instintos selvagens ou por simplesmente não ter condições de voar ou andar. Os animais que permanecem em cativeiro acabam por ajudar na reprodução de espécies, estando algumas delas ameaçadas de extinção. As que estão saudáveis e fazem parte do bioma da região, são soltas na própria redondeza.


Pavão Indiano surpreende e encanta os visitantes do Parque dos Falcões com toda a sua exuberância
Pavão Indiano surpreende e encanta os visitantes do Parque dos Falcões com toda a sua exuberância


Coruja Orelhuda (Asio Clamator), no Parque dos Falcões, na Serra de Itabaiana, em Sergipe
Coruja Orelhuda (Asio Clamator)


História

Tudo começou quando José Percílio, um menino gago, aos 7 anos recebe de presente um ovo de Carcará. Após 28 dias sendo chocado por uma galinha, nasceu Tito, o seu melhor amigo que eu poderia dizer que é meu xará, se na verdade “Tito” não fosse “Tita”. Deixa eu explicar: só após algum tempo descobriram que o gavião era uma fêmea, mas como já haviam batizado e acostumado com o nome, até hoje, mesmo após mais de 25 anos do nascimento de Tito, é assim que a ave costuma ser chamada. Percílio tem uma habilidade ímpar com as aves, e o aprendizado começou quando ele começou a conviver com o amigo gavião. Com os animais, ele demonstra uma intimidade fora do comum, facilmente conquistando-os.


Varanda da casa principal do Parque dos Falcões, na Serra de Itabaiana, em Sergipe
Casa principal do Parque dos Falcões


 Coruja do Mato (Otos choliba), no Parque dos Falcões, em Sergipe - Por Tito Garcez
 Corujas do Mato (Otos choliba)


Estrutura

Por eu ter falado que o parque é um centro de referência de nível mundial, pode parecer que uma mega estrutura está por trás do cuidado com as aves, mas a realidade não é essa. A estrutura do parque é bem rústica. Existe a casa principal e, ao redor dela, estão espalhados os viveiros das aves, um lago repleto de patos e gansos e há também algumas mesas e bancos que sob a sombra das árvores são um convite à apreciação do lugar. De lá pode-se observar tanto a serra como a região próxima à sede do município de Itabaiana.


Patos nadam tranquilamente no lago do Parque dos Falcões, em Sergipe
Patos no lago do parque

A simplicidade do lugar faz com que a visita se torne mais interessante, pois você tem a oportunidade de notar que, apesar do parque não dispor de muitos recursos, os responsáveis fazem o máximo para dar uma vida melhor às aves. Inclusive é o próprio Percílio quem costuma recepcionar os visitantes e falar sobre cada espécie ou sobre determinada ave.


No momento de interação, Gavião Carcará lida tranquilamente com visitante do Parque dos Falcões, em Sergipe
Gavião Carcará interagindo com visitante

Neste post, optei por falar de forma mais ampla sobre o parque. Na próxima postagem o foco será falar sobre como costuma ser a visita e quais são algumas das espécies que poderão ser vistas por lá. Será um relato mostrando o que o visitante poderá vivenciar quando for ao Parque dos Falcões. Portanto, não deixe de acompanhar a próxima publicação. Mais fotos de aves exóticas com certeza não faltarão! =D

Para finalizar essa primeira parte, fique com o intrigante olhar da Harpia, que conheceremos melhor na segunda parte! ;)


Harpia, uma das maiores aves de rapina do mundo, um dos destaques do Parque dos Falcões, em Sergipe
Harpia, uma das maiores aves de rapina do mundo, um dos destaques do parque

2 comentários:

Agradeço o contato! =)